Seja um bom líder: seja Mediador na sua Equipa!

Londres  (110)

David Santiago (Associate Albert Square Mediation Ltd.)

“O Líder de hoje é muito diferente do de antes, pois ele deve ser muito mais um sábio do que um técnico… deve acompanhar todas as mudanças… além disso antigamente o bom Líder era aquele que sabia mandar, e hoje ele deve saber compartilhar e investir nas pessoas para que elas dêem o melhor de si mesmas.”
– Deborah Epelman  (http://www.metas.com.br/lideranca/a-arte-de-liderar)

Nos últimos tempos tenho dedicado algum tempo a estudar o conceito de liderança e a sua evolução, nomeadamente desde a Revolução Industrial, até à era da tecnologia informática e das “redes”, e a relação da liderança com a existência ou ausência de conflitos no local de trabalho, quer seja a fábrica, uma oficina um serviço publico ou um escritório….

No tempo em que vivemos ser líder é, por um lado, extremamente aliciante, por outro um desafio de proporções hercúleas!

Estar “à frente” de uma equipa ou organização, e ter a possibilidade de fazer a diferença e mudar mentalidades, é um desafio extremamente motivador (além de financeiramente recompensador), por outro, o peso da responsabilidade que se assume, pode ser um fator de desmotivação.
Também, cada vez é mais necessário que os “líderes” em organizações, tenham apoio (formação inicial e contínua…), para ser líderes!

O paradigma nas sociedades ocidentais, e nas organizações, tem sido o do líder “self-made”, que sobe na cadeia hierárquica, pela sua competência própria em determinada área, ou porque, por necessidade ou outra circunstância é colocado na posição de líder…no entanto muitos desses líderes que tiveram na sua área um percurso melhor ou pior, podem sentir-se “desconfortáveis”, na nova situação, seja porque não se sentem preparados para os novos desafios, seja porque os seus liderados, não o veêm como líder, com a consequente perda de “rapport” ou de empatia da equipa e com a equipa!

Ser líder, como cedo aprendi, pode significar ter a “posição” de líder (estatutário), ou ter o carisma do líder, ainda que estatutáriamente (ainda) não seja (carismático). O ideal seria que todos os líderes (estatutários) fossem líderes naturais/inatos ou carismáticos, e vice-versa!

Mas não é isso que acontece na realidade…e por isso muitos líderes, sentem que deviam ser reconhecidos como tal pelas organizações em que trabalham, porque têm carisma ou competência, e muitos outros (a maioria), sendo líderes de facto ou estatutários, não conseguem ter o “leader appeal” ou o carisma para “carregar” a equipa e levá-la ao êxito…

Chegados aqui podem estar a perguntar-se: “então como se torna um líder de facto, em líder carismático” (mais tarde colocaremos a questão inversa), e que tem isso que ver com a prevencao e gestao de conflitos?

A resposta é uma, e muito simples: Os líderes formam-se e os conflitos previnem-se e gerem-se de forma produtiva quando a liderança tem qualidade!

No atual estádio de desenvolvimento das sociedades em que a mudança é a única coisa que é constante…o líder tem de se preparar e estar atento para novos desafios que surgem e se sucedem a um ritmo vertiginoso!

Atualmente, toda a informação está acessível e é prestada on-line, em tempo real, o E-mail, está a ficar “para trás”, as reuniões de equipa são feitas por video-conferência, os documentos são trabalhados editados e partilhados em plataformas on-line (“Cloud-sharing” ou “Cloud-storing”), o que faz que os líderes necessitem imperiosamente de conhecer e utilizar estas técnicas.

Mas, se a nível técnico os desafios são grandes, a nível de competências sociais (“inteligência emocional”), os desafios nunca foram tão grandes…gigantescos!
Para liderar e motivar uma equipa, não basta ao “chefe”, ser chefe, ser simpático e competente…é preciso que saiba entender as necessidades individuais da sua equipa e atendê-las, mas sobretudo entender as suas próprias necessidades e limitações, para que possa ser genuíno, qualidade indispensável para liderar. O líder tem de saber reconhecer o emocional…o seu e o dos outros!

As organizações dispõem atualmente de muitos recursos tecnológicos “state of the art”, mas paradoxalmente, não têm lideres do mesmo nivel, com capacidade para gerir os conflitos latentes, que muitas vezes vão do exterior (família, igreja, sindicato) para a organizacão.

Grandes empresas da area tecnológica na Europa e nos E.U.A. apostam na melhoria das condicoes de trabalho dos seus colaboradores, através da promoçãoo de atividades extra-horário de trabalho para promover o espirito de grupo ou de equipa, mas o fundamental, e por todos reconhecido, é que os membros da equipa e os seus líderes tenham qualificações sociais para lidar com os conflitos de modo produtivo e que nao prejudique o ambiente de trabalho.

Por isso mundialmente a Mediacao e o Coaching sao apresentados como ferramentas para os lideres e as empresas do seculo XXI!

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